Eduardo Graça

Cultura

Entrevista: Angelina Jolie – Kung Fu Panda 2

Angelina Jolie

“Se eles estão felizes, estou em paz”

Angelina Jolie, que dubla a Tigresa em Kung Fu Panda 2, fala sobre seus filhos e conta o quanto eles curtiram assistir à animação

Por Eduardo Graça, de Los Angeles; Fotos: Jean Baptiste Lacroix/Filmagic/Getty Images

Uma tigresa de unhas impecáveis, íris cor de ardósia e um terninho branco, jogado sobre camisa igualmente branca, Angelina Jolie entra na sala de cinema dos estúdios da Dreamworks, em Glendale, subúrbio de Los Angeles, com um sorriso tímido. A conferência de imprensa nem bem começou e a atriz de 35 anos já olha de esguelha para Jack Black, com jeito de quem vai cair a qualquer momento na gargalhada. Pudera. Ele faz caretas e brinca com a colega de filme a cada segundo. Jolie é a voz da Tigresa, uma das amigas do urso Po, de Black, na animação Kung Fu Panda 2, que estreia nesta sexta-feira (10). Nesse segundo filme, Po e seus amigos – os Cinco Furiosos, mestres de kung-fu, entre eles a Tigresa, de Jolie – precisam lutar contra o pavão Lorde Shen, que recebeu a voz de Gary Oldman. A seguir, os melhores trechos da conversa que Angelina Jolie teve com a imprensa internacional na principal sala de projeção do estúdio criado por Steven Spieblerg.

Espectadores em casa
“Meus filhos (Maddox, 9, Pax, 7, Zahara, 6, Shiloh, 5, e os gêmeos Knox e Vivienne, 2 ) viram o filme e amaram! Eles caíram na gargalhada durante a sessão, se emocionaram. Estava especialmente curiosa para saber como eles reagiriam aos temas familiares. No filme, o personagem principal, Po, descobre que é adotivo (Angelina Jolie e o marido, Brad Pitt, adotaram Maddox, que nasceu no Camboja, Pax, no Vietnã, e Zahara, na Etiópia). A Tigresa também cresceu em um orfanato. E ela muda sua atitude em relação a Po ao descobrir que ele também foi adotado. É um filme que trata de nossa luta para descobrir quem somos.”

Sobre a personagem
“Adoro que, nesse segundo filme, a Tigresa amolece um pouco, fica mais ‘humana’. Ela até abraça o Panda (diz, rindo, para a reação engraçadinha de Jack Black: ‘Angelina, querida, pode me abraçar sempre que quiser!’)! Ela é uma das personagens mais ricas que vivi. Na saída da sessão para os meus filhos, liguei para o produtor e disse: ‘Querido, estamos aprovados’. Eles adoraram a Tigresa, e, claro, eles amam o Po. Mas ficaram fascinados mesmo pelo Pavão, o vilão. Mas um dia eu serei mais cool do que os dois juntos, você vai ver!”

Paz Interior
“É, indiscutivelmente, um dos temas do filme. Mas não sei se encontrei a minha. Agora, especialmente quando você tem crianças, as coisas ficam mais simples. Você acorda de manhã e, se eles estão felizes, então, estou em paz.”

Heróis
“Herói na vida real? Está aí um papel complicado. Passamos boa parte do almoço, eu, Jack, Gary, falando do que anda acontecendo no mundo. Olha, não tem herói, não. Mas talvez seja bom isso. Talvez o que a gente precise de fato seja dar mais força ao coletivo. Precisamos nos unir mais e encontrar mais um senso comum que ultrapasse religiões, nacionalidades. Como o Sidney Poitier de Ao Mestre, Com Carinho. Ou Lawrence da Arábia. Acho que sempre tive uma queda pelo personagem. Mas não sei se tem mais a ver com o tipo físico ou com a personalidade da figura histórica. Vai saber… coisa de mulher, né?”

A melhor cena do filme
“Claramente, a grande cena do filme – e não quero estragar nada aqui, mas preciso dizer – é a luta entre os presonagens de Jack e Gary. Eu estou no canto, com as mãos amarradas. Meus filhos também acharam a cena incrível e me cobraram: ‘Mas, mamãe, você não poderia conversar com o produtor? Como é que eles conseguiram te amarrar?’. Fiz questão de manter o mistério (risos)…”

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