Eduardo Graça

Cultura

Paul W.S. Anderson: Resident Evil 4

Diretor de ‘Resident Evil 4′ diz que filme é seu “negócio de família”
Eduardo Graça, de Cancún, México

Resident Evil 4: Recomeço, que estreia nesta sexta-feira (17) nos cinemas brasileiros é a quarta edição da franquia baseada no videogame homônimo e funciona como uma síntese da Holywood da virada desta década. Depois de abandonado pelo casal Paul W.S. Anderson (o diretor de todas as suas encarnações) e Milla Jovovich (a protagonista), Recomeço só chegou à tela grande por conta do formato – 3-D – mais lucrativo do momento na indústria cinematográfica. E a dupla, ao menos do ponto de vista comercial, acertou em cheio. O filme se manteve no primeiro lugar nas bilheterias americanas (o preço da entrada de um filme em 3-D é bem mais caro do que o normal) por duas semanas seguidas, ao mesmo tempo em que foi destruído pelos críticos mais importantes dos EUA.

O diretor de 45 anos conversou com a reportagem do Terra em coletiva de imprensa realizada no principal evento internacional da Sony Pictures, quando o filme ainda não havia estreado nos EUA. Anderson contou que um dos segredos da longevidade de Resident Evil é o fato de Jovovich ter se encantado pela heroína Alice, a mutante barra-pesada que é a razão de ser dos filmes, ao jogar o vídeo-game, muito antes de encarnar a protagonista no cinema. “Ficou tão complicado separar a vida pessoal da profissional, que, depois que nos casamos, ao fim do primeiro filme, decidimos que este era o negócio da nossa família, nosso comércio particular, conversamos em casa o tempo todo sobre o filme, mas isso é normal para a Milla, que trabalha desde os 11 anos de idade”, conta.

Resident Evil 4 volta a falar das trapaças da Umbrella Corportaion e de seu terrível vírus, uma desculpa para muitas sequências de lutas em uma espécie de sub-Matrix, cuja única diferença de seus antecessores é a tecnologia – de primeira, diga-se de passagem – em 3-D. Um lado positivo que os marmanjos vão gostar: Jovovich continua inteiraça, tão sensual quanto canastrona. E as meninas contam com Wentworth Miller, o moço de queixo quadrado da série Prison Break, do canal Fox, como um dos aliados de Alice na luta contra o mal. Foi Miller, a propósito, quem soltou, nas notas de imprensa do filme, a declaração perfeita para a crítica impiedosa do New York Times. “Quando li o roteiro pela primeira vez, não levei à sério, pensei que aquilo era uma grande piada”, levantou, para a crítica Jeannette Catsoulis cortar, escrevendo que “certamente ele não foi o único”.

Anderson, que em 2007 abandonou o projeto da quarta encarnação de Resident Evil e foi convencido pelo estúdio dois anos depois a retornar às aventuras Alice, explica o que o fez mudar de opinião: “Eu resisti até onde pude ao 3-D porque achava arriscado, acreditava que os fãs da franquia mereciam 100% de qualidade. Somente quando vi o sistema de câmeras usado pela NASA, um dos melhores do mundo, e trabalhei com o pessoal da tecnologia responsável por Avatar, vi que a coisa poderia funcionar mesmo. E aí decidimos fazer a quarta edição do filme”, conta.

Quem ficar até o fim vai perceber que Anderson deixa armada a arapuca para a continuação das aventuras de Jovivich e, consequentemente, do “negócio de família”. Pois é. Se prepare para o Resident 5. Quem sabe em quarta dimensão?

Especial para Terra

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