Eduardo Graça

Cultura

Ivete, gravando DVD em NY:
“Sou uma cantora do amor”

A melhor imagem do encontro de Ivete Sangalo com a imprensa brasileira aqui em NY, por conta do show, que irei cobrir hoje, no Madison Square Garden (MSG), quem deu foi a Cris Fibe, da Folha de S.Paulo: “Ivete sambou sobre os jornalistas”.

Verdade. Ela é uma sedutora, como dizia Fernanda Godoy, d’O Globo. Sabe comandar uma platéia, de fãs ou repórteres, e, gostando-se ou não de seu som (eu não sou exatamente um entusiasta), dona Sangalo conseguiu lotar a casa de espetáculos mais famosa do mundo pop. Há quatro meses os ingressos se esgotaram, muito por conta da imensa comunidade brasileira aqui nos EUA.

Como vai ser o show? Ela promete versões de Michael Jackson e Lionel Richie. Em inglês. Abusada, a moça. Eu conto tudo hoje de noite aqui no site.

Segue o texto que enviei para o Terra sobre as primeiras estripulias da baiana por estas bandas:

Ivete lamenta ausência de Morrison e diz que vai cantar Michael em NY
Eduardo Graça, de Nova York, para o Terra

Bastante simpática, com um sorriso aberto e brincando com o nervosismo de gravar um DVD ao vivo no Madison Square Garden, em Nova York, neste sábado (4), uma produção de US$ 5 milhões, Ivete Sangalo conversou com a imprensa no saguão de um hotel de luxo na área do Central Park, brincou com seu inglês e lamentou a ausência de um dos convidados especiais, o britânico James Morrison, que perdeu uma pessoa muita próxima e não poderá comparecer à festa da baiana de Juazeiro no palco mais icônico do mundo da musica pop.

Ivete vai ousar: anunciou que vai cantar uma música de Michael Jackson e outra de Lionel Richie em sua grande noite em Manhattan.
No fim da coletiva, dois de seus convidados, os ídolos latinos Diego Torres, argentino, e Juanes, colombiano, apareceram para dar um beijo na amiga. Também estarão no palco do MSG a canadense Nelly Furtado – com quem Ivete compôs Where It Begins -, a dupla Wisin e Yandel e o carioquíssimo Seu Jorge.

A seguir alguns dos principais trechos do bate-papo com a cantora:

- Conquistando NYC: Tenho que tirar uma onda de inglês, né? Meu inglês ainda não dá para fazer uma conferência sobre saúde bucal, mas para falar do meu trabalho está de bom tamanho. Vir para cá foi um passo muito importante, um momento muito especial para mim, sonhei muito com isso. E aqui eu seu fuleira, né? Não vim com a pretensão de ser uma artista já conhecida dos americanos. Mas o importante é entrar em todos os buracos desta cidade e dizer “Hello!”. E já tirei foto com um ingresso em Nova York porque eles acabaram há quatro meses. Tudo vendido, menino!

- A ausência de James Morrison: Estou triste, ele perdeu uma pessoa muito próxima e me pediu para explicar a vocês que por isso não poderá vir. Parte do show, por isso mesmo, vai ser especialmente dedicada a ele.

- Os fãs que vivem fora do Brasil: sou de Juazeiro, Bahia, terra de João Gilberto. E queria trazer para a comunidade brasileira no exterior a oportunidade de acompanharem as gravações de um dos trabalhos mais importantes da minha vida. Há muitos brasileiros espalhados mundo afora

- Cantora de massas: Sou uma artista popular e é isso o que mais gosto. Não sobreviveria se não fosse uma cantora do povão. Gosto de fazer parte desta turma. Nao sou cantora de protesto, sou uma cantora do amor.

- Planos de uma carreira internacional: Eu vivo a vida. Nao faço planos assim. Você precisa passar um tempo na Bahia. Não fico neurótica em casa pensando: tenho que fazer isso, tenho que conquistar aquilo. O que é meu, é meu. O que não é para ser, não vai ser. E na Bahia, meu filho, é sempre mais tranquilo.

- O figurino e o palco: São cinco trocas de roupa no show. As pessoas ficam querendo saber como eu emagreci três quilos? Foi só trocando de roupa pro show do MSG e dançando ao lado de meus 10 dançarinos de palco.

- Cantar em português para os gringos: Quando criança eu ouvia muita música em inglês na casa de meus pais. Não entendia patavinas da letra, mas a emoção chegava a mim de modo intenso. Acredito que vai ser o mesmo amanhã com os estrangeiros que forem ao MSG.

- Nervosismo (fazendo voz fina, de madame de novela): Estou ótima, menino! Durmo bem, quase não trabalho, olha como estou calma pegando neste copo d’água. Nem treme! (risos, com o copo quase desabando no chão). Não, sério, estou ansiosa, como uma menina esperando para saber qual será seu presente de Natal, sabe? O que quero é que o público se divirta. Esta é a maior recompensa.

- Repertório: Serão seis inéditas e três em inglês, incluindo uma música que fiz com Nelly Furtado e dois covers, um de Michael Jackson, outro de Lionel Richie. Mas não digo o nome dos clássicos do MJ e do Lionel. Você verá amanhã, no show.

- Dica para os brasileiros em NY: Meus filhos, vão aos outlets de Nova Jersey! Correndo. Fui e comprei cinco cuecas por US$ 5. Não, sério, não fui ainda não, pois não tive tempo, mas a família já foi e estão comprando tudo. Meu cartão de crédito foi pro brejo!

- A equipe de produtores americana: Eles se assustaram apenas com o fato de eu não ter marcação de palco. Não me venham com X no palco, que eu não fico parada! Mas eles já se acostumaram. O diretor só me disse, depois dos dois primeiros shows da turnê, uma prévia para o show do MSG, em Miami e Massachussetts: Ivete, agora eu aprendi, venho trabalhar de tênis!

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